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Formanda de Licenciatura em Física é aprovada em Mestrado na USP

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Deborah ingressará no Programa Interunidades em Ensino de Ciências, na linha de História e Filosofia da Ciência

A acadêmica Deborah da Silva Rezende, formanda do curso de Licenciatura em Física do IFPR- Campus Foz do Iguaçu, foi aprovada no mestrado da Universidade de São Paulo (USP), no Programa Interunidades em Ensino de Ciências, na linha de História e Filosofia da Ciência.

Deborah sempre estudou em instituições públicas de Ensino e ingressou no IFPR em 2016, onde teve o seu primeiro contato com a área de História e Filosofia da Ciência. Ela fez Iniciação Científica nessa área, com uma bolsa da Fundação Araucária, obtida pelos editais de bolsas para pesquisa da PROEPPI, sob a orientação da professora Márcia Saito.

Deborah ressalta sua gratidão ao IFPR e, em especial, à sua orientadora. “Não posso deixar de mencionar o apoio que tive de uma grande mulher: a professora Márcia Saito, que é doutora nesta área de pesquisa e que tive a oportunidade de tê-la como orientadora do TCC e da Iniciação Científica, em que aprendi muito com os seus conhecimentos nesta área e que pretendo continuar pesquisando”.

Ela também conta um pouco sobre os problemas enfrentados pelas mulheres em áreas científicas tradicionalmente dominadas por homens, como a Física. “Nós mulheres somos muitas vezes descredibilizadas no que fazemos na sociedade de modo geral, principalmente na área científica. Mas isso não pode nos fazer parar, muito pelo contrário, devemos com muita coragem avançar e brilhar ainda mais e nunca nos esquecermos que juntas somos mais fortes”, destaca Deborah.

Mulheres na Ciência

O Projeto Mulheres na Ciência, promovido pelo IFPR e coordenado pelas professoras Carla Silva e Marcia Saito, fez uma postagem em sua página no Instagram (@mnaciencia) para discutir essa problemática levantada pela Deborah. Veja a publicação aqui.

Sobre essa problemática, a professora Marcia Saito também destaca. “A Física tradicionalmente é uma área dominada por homens. Quando uma mulher se destaca, muitos se sentem intimidados e com sua dominação ameaçada”.

Segundo a professora, mesmo que a mulher seja especialista em uma área, acham que suas considerações são irrelevantes, que sabem mais do que você. “Não querem dialogar, simplesmente te excluem. Não debatem, não aceitam críticas. Preferem atacar a sua personalidade. Isso é silenciamento. É exclusão de mulheres na ciência, que é o debate do nosso projeto Mulheres na Ciência. Por isso, quando uma mulher se destaca temos que dar o devido reconhecimento.”, finaliza a professora.

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